Não tem jeito: onde há pessoas, há confusão. Dizem por aí que a internet nada mais é que o reflexo do comportamento humano no ciberespaço, às vezes de maneira amplificada, já que não há fronteiras físicas. Assim, é possível encontrar, na rede, todas as idiossincrasias próprias do comportamento do Homem. Pior ainda quando, tirando partido do anonimato, uma espécie de máscara virtual passa a esconder todo tipo de coisa - boa ou ruim. Não é à toa, assim, a existência, em redes de relacionamento social como Orkut, Facebook, de comunidades racistas, nazistas e outras tantas bizarrices, às vezes escondidas, às vezes escancaradas.
Redes como Orkut e Facebook são o alvo preferencial de criminosos, que passam a agir sob o véu do anonimato. Tranquilos em sua confortável posição de anônimos, continuam atuando na encolha, trocando material de pedofilia, enviando spams, promovendo badernas virtuais, invadindo perfis pessoais, denegrindo pessoas e incomodando, e muito, o próximo
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terça-feira, 25 de março de 2014
Estudo comprova que as pessoas agem de forma diferente quando tratam de assuntos a partir da web ou pessoalmente.
Estudo afirma que a “desinibição” online faz com que os usuários tenham atitudes diferentes quando estão conectados, em comparação com o que fariam na vida real. Parte desse comportamento é associado ao anonimato que a internet proporciona, dando uma falsa sensação de proteção que leva as pessoas a agirem com mais ímpeto do que fariam se estivessem cara a cara.
O Anonimato e as tecnologias
Um estudo sobre os hábitos dos jogadores de MMO demonstra que os utilizadores anónimos apresentam uma maior probabilidade de má conduta, podendo este comportamento negativo ser moderado pela influência da cultura e dinâmica do grupo de jogadores em que se inserem.
Investigadores da Nanyang Technological University, Singapura, e Shanghai Jiao Tong University, China, investigaram os hábitos de mais de 900 adolescentes (dos 13 aos 18 anos) que afirmaram jogar MMO mais de 14 horas por semana e descobriram que “os comportamentos desviantes online, como a batota (cheat) nos videojogos, são largamente influenciados pelos grupos sociais online aos quais os jogadores pensam que pertencem”.
Assim, o grupo online exerce uma influência significativa no comportamento, podendo mesmo mudar as atitudes, visões ou comportamentos dos jogadores. A investigação descobriu ainda que os jogadores do sexo masculino têm mais tendência para a má conduta que os do sexo feminino, ainda que estes últimos apresentem uma maior probabilidade de se comportar negativamente como consequência da identificação com o grupo.
Investigadores da Nanyang Technological University, Singapura, e Shanghai Jiao Tong University, China, investigaram os hábitos de mais de 900 adolescentes (dos 13 aos 18 anos) que afirmaram jogar MMO mais de 14 horas por semana e descobriram que “os comportamentos desviantes online, como a batota (cheat) nos videojogos, são largamente influenciados pelos grupos sociais online aos quais os jogadores pensam que pertencem”.
Assim, o grupo online exerce uma influência significativa no comportamento, podendo mesmo mudar as atitudes, visões ou comportamentos dos jogadores. A investigação descobriu ainda que os jogadores do sexo masculino têm mais tendência para a má conduta que os do sexo feminino, ainda que estes últimos apresentem uma maior probabilidade de se comportar negativamente como consequência da identificação com o grupo.
O recurso ao anonimato como protecção
Em meu entender, o recurso ao anonimato na sociedade contemporânea apresenta-se como alternativa a um controlo físico, moral e social, criando condições para que determinados grupos (em alguns casos marginais) encontrem o seu lugar num todo social e cultural, ao mesmo tempo que mantêm a sua especificidade e a sua invisibilidade, isto é, a não divulgação ou a não exposição da sua existência. É uma estratégia de quase sobrevivência da intimidade e da privacidade pessoal e, em alguns contextos, é mesmo a pedra-de-toque fundamental para gerir as relações sociais.
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